sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sartel

É o que move
È a vida dos movimentos internos

Ebulição dos fonemas
Do primeiro fonema
A contextualização do fonema

Um pulso
Arcaico, forte e longo
Que discorre nos dedos
Que move os dedos

Pulsos, impulsos
Fragmento
Eu agora assim:
Átomo de mim
Palavra

Amigo

"Se os olhos do sol existissem
Brilhariam a sua luz diretamente para a beleza de quem ama
Pois quem realmente iria achá-lo feio?
Somente quem nunca amou
Não reconheceria a beleza do amor que existe debaixo do sol."

Joao d.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Refri.

E por cima, ninguem merece corante gaseificado com poluição sonora, guiada pelo nome "música".
Música?
Por anda o bom senso...
"chupa que é de uva"
" senta que é menta"
E você se pergunta:
" é muita inspiração?"...

Ao menos serve pra refletir..

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Poeminha

Um poema de amor

todas as mulheres
todos os beijos delas as
formas variadas
como amam
e falam e carecem.
suas orelhas elas todas têm
orelhas e
gargantas
e vestidos
e sapatos e
automóveis e
ex-maridos.

principalmente
as mulheres são muito quentes
elas me lembram a
torrada amanteigada
com a manteiga derretida nela.
há uma aparência no olho:
elas foram tomadas,
foram enganadas. não sei mesmo o que fazer
por elas.
sou um bom cozinheiro
, um bom ouvinte
mas nunca aprendi a dançar
— eu estava ocupado com coisas maiores.
mas gostei das camas variadas
lá delas
fumar um cigarro
olhando pro teto.
não fui nocivo nem desonesto.
só um aprendiz.

sei que todas têm pés
e cruzam descalças
pelo assoalho
enquanto observo
suas tímidas bundas na penumbra.
sei que gostam de mim
algumas até me amam
mas eu amo só umas poucas.
algumas me dão laranjas
e pílulas de vitaminas;
outras falam mansamente
da infância e pais e paisagens;
algumas são quase malucas
mas nenhuma delas é desprovida de sentido;
algumas amam bem,
outras nem tanto;
as melhores no sexo
nem sempre são as melhores em outras coisas;
todas têm limites
como eu tenho limites
e nos aprendemos rapidamente.
todas as mulheres
todas as mulheres
todos os quartos de dormir
os tapetes
as fotos
as cortinas,
tudo mais ou menos
como uma igreja só
raramente se ouve uma risada.
essas orelhas
esses braços
esses cotovelos
esses olhos olhando,
o afeto e a
carência
me sustentaram,
me sustentaram.


C. Bucowski

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Rotina

Um monte de coisa de nenhuma.

C. Bukowski

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Re.

No Centro( Balé), mas quero meu carro, mas quero ensaio, mas quero dente, sorriso aberto sempre.

A cidade em sua grandeza, aproxima e afasta, por ter muito e pouco ao mesmo... Mesmo?!!!

Aqui sobra, ultrapassa, passou... passa á ser falta

O rio transborda de excessos

Sobrou foco, dialeto, diálogo

Sobrou menor, menos, diminutivo

A cidade repele. Une os repelidos, pinta as suas faltas com cores bordadas de “SIM”.

Aqui se quer tudo, pode tudo.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Café expresso

Foi só criação, imagem criada

Por palavras que inventaram você, e só, nada mais

Mas não é vazio

Mas também não importa muito, alias a importância que as coisas( pessoas) tem, é você próprio que a elas da.

Sabe aquele "chazinho", que em meio tempo se foi?